- Linha Garças a Belo Horizonte (Estrada de Ferro Oeste de Minas)
- Linha tronco de bitola de 762mm (Estrada de Ferro Oeste de Minas)
- Linha tronco de bitola métrica (Estrada de Ferro Oeste de Minas)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Informações sobre a Oeste de Minas disponíveis na Wikipédia
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sábado, 6 de março de 2010
A Oeste de Minas e o crescimento da cidade de São João del-Rei (1881 - 1900)
Com a chegada da ferrovia e, principalmente, com sua expansão, a cidade de São João del-Rei passa a concentrar grande parte de sua expansão urbana acompanhando os trilhos, tendendo progressivamente aproximar-se do arrabalde de Matosinhos e do núcleos de imigração das colônias do Marçal e do José Teodoro.
Conforme indica Graça Filho, o núcleo urbano de São João del-Rei encontrava-se, no último quartel do século XIX, em acelerado processo de urbanização[1] . Numa análise rasteira do crescimento da cidade a partir de fins do oitocentos é possível verificar a decisiva influência da ferrovia como guia deste crescimento.
A foto acima dá uma noção de como o crescimento da cidade foi orientado pela ferrovia. A avenida Leite de Castro, com uma pista de cada lado da ferrovia, concentrou a maior parte do crescimento populacional da cidade até o surgimento de outras indústrias no arrabalde de Matosinhos, que passava então dividir este crescimento. Esta avenida termina nas proximidades do núcleo colonial do Marçal.
Em 1891 foi fundada a Companhia Agrícola e Industrial Oeste de Minas, em cujos estatutos se propunha “promover a cultura da uva em São João del-Rei, Tiradentes, Bom Sucesso, Lavras e Oliveira. (...). Fabricar vinho, álcool e vinagre (...). Cultivar mandioca e anileira (...). Explorar a indústria de cera e cerâmica” . Esta empresa se propunha atuar em toda a área abrangida pela E.F. Oeste de Minas e contava com a promessa do governo de promover a imigração. De fato, ela trabalharia fundamentalmente com mão-de-obra de imgrantes que seriam instalados em colônias ao longo da ferrovia.
Bibliografia
sábado, 13 de fevereiro de 2010
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domingo, 24 de janeiro de 2010
ASPEF agora é ABPF

A ABPF é uma entidade reconhecida nacionalmente e desenvolve um trabalho de preservação excepcional em suas várias regionais espalhadas pelos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, além de atuação em outras localidades país afora. Além disso, a ABPF é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), não tem fins lucrativos, além de desenvolver um trabalho excepcional no campo da preservação dos patrimônios material e imaterial.
Histórico da ABPF
A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - ABPF foi fundada em 1977 pelo francês Patrick Henri Ferdinand Dollinger, e reúne interessados na preservação e divulgação da história da ferrovia brasileira. Apaixonado por locomotivas a vapor e por ferrovias, Patrick chegou ao Brasil em 1966 e preocupado com o abandono da história ferroviária brasileira, resolveu criar uma entidade de preservação, nos moldes das existentes na Europa e Estados Unidos.
A primeira ação da ABPF foi instituir uma campanha nacional para impedir o sucateamento de locomotivas a vapor. Com isto, a entidade conseguiu sensibilizar a administração da Rede Ferroviária Federal S. A. da época, como também obteve seu apoio. De uma só vez, a RFFSA cedeu a ABPF 13 locomotivas a vapor desativadas.
A segunda grande missão foi conseguir um ramal desativado para colocar este material. Depois de um levantamento de trechos desativados no Estado de São Paulo, Patrick optou pela antiga linha tronco da Cia. Mogiana, entre Anhumas (Campinas) e Jaguariúna.
Em 1979, a FEPASA – Ferrovias Paulistas S.A.- atendeu ao apelo da ABPF e cedeu, em comodato, este trecho de 24km. Ali, foi realizado um trabalho árduo de recuperação de recuperação de locomotivas a vapor, carros de passageiros, vagões, estações e via permanente. Em setembro de 1984, era criado o Museu Ferroviário, com 24km de extensão, chamado de Viação Férrea Campinas-Jaguariúna – VFCJ.
Com sede nacional localizada na cidade de Campinas (SP), a ABPF é composta de uma Diretoria Nacional e Divisões Regionais e Núcleos, espalhados pelo país.
São João del-Rei e a ABPF
Deve-se ressaltar que a ABPF tem profundas relações com a cidade de São João del-Rei, tendo, no início da década de 1980, quando do fechamento comercial da EFOM, sido crucial na preservação do trecho São João del-Rei a Tiradentes. Além disso, no fim da década de 1980, a ABPF chegou à constituir uma regional em São João del-Rei (que, na época, seria a primeira fora de Campinas), porém, a atuação política "bairrista" de alguns políticos locais, temendo, sem qualquer fundamento, a retirada de materiais da EFOM para levar para São Paulo. O então presidente da RFFSA chegou a vir à São João del-Rei na ocasião para sacramentar a entrega do Complexo da EFOM à ABPF, o que não se concretizou.
Após 20 anos a ABPF retorna à São João del-Rei para trabalhar em prol da preservação da memória da EFOM e da cultura ferroviária!!!!
Visitem o site da ABPF: www.abpf.com.br